Buscar

O que é Typebot?

Typebot é um construtor open-source de chatbots e formulários conversacionais com editor visual de blocos, que roda auto-hospedado via Docker ou na nuvem.

Gabriel Pedroso10 min de leitura
O que é Typebot?

O Typebot é um construtor open-source de chatbots e formulários conversacionais: em vez de escrever código, você monta o fluxo da conversa arrastando blocos num editor visual, embute o resultado no site (como bolha, popup ou inline) ou numa página própria e coleta cada resposta como um formulário — uma pergunta de cada vez. O maior diferencial para quem gosta de controle é que ele pode rodar auto-hospedado no seu próprio servidor, via Docker.

Neste artigo você vai entender o que é o Typebot, como funciona o editor de blocos, onde o bot aparece, a diferença entre o Typebot Cloud e a versão auto-hospedada, com o que ele se integra e em que casos vale a pena usá-lo.

O que é o Typebot

O Typebot é uma plataforma open-source para criar chatbots e formulários conversacionais sem programar. Em vez de exibir todos os campos de um cadastro de uma vez, ele conduz o visitante por uma conversa: faz uma pergunta, espera a resposta e segue para o próximo passo — como um bate-papo guiado. Todo esse fluxo é montado num editor visual, arrastando e conectando blocos numa tela.

Por ser open-source, o código é aberto e o projeto é desenvolvido de forma pública no GitHub. Isso abre duas portas: você pode usar a versão gerenciada na nuvem (Typebot Cloud) ou rodar a ferramenta na sua própria infraestrutura, sem custo de licença — o ponto que mais interessa a quem já mantém outras ferramentas em casa.

1Construirmonta o fluxo arrastando blocos no editor visual
2Embutirpublica como bolha, popup, inline ou página própria
3Conversaro visitante responde pergunta a pergunta
4Coletarcada resposta vira uma variável do fluxo
5Integrarwebhook, Sheets, e-mail ou n8n recebem os dados
O ciclo de um bot no Typebot: você constrói o fluxo com blocos, embute o bot no site ou numa página, o visitante conversa respondendo pergunta a pergunta, cada resposta vira uma variável e as integrações levam os dados adiante.

Como o Typebot funciona: blocos e fluxo

No centro do Typebot está o editor visual. Você começa com um fluxo em branco e vai encaixando blocos, cada um com uma função. Eles se dividem em alguns grupos:

  • Blocos de bolha (bubbles): o que o bot "diz" — texto, imagem, vídeo ou conteúdo embutido.
  • Blocos de entrada (inputs): o que o bot pergunta e coleta — texto, e-mail, número, telefone, data, escolha por botões e até upload de arquivos.
  • Blocos de lógica: dão inteligência ao fluxo — definir e usar variáveis (set variable), condições que ramificam a conversa e redirecionamentos.
  • Blocos de integração: conectam o bot ao mundo externo — webhook/HTTP request, Google Sheets, envio de e-mail, OpenAI, entre outros.

Cada resposta que o visitante dá é guardada numa variável, que você reaproveita adiante — para personalizar mensagens ("Obrigado, {{nome}}!"), decidir o rumo da conversa com uma condição ou enviar tudo a um sistema externo no fim do fluxo.

Tipo de blocoPara que serveExemplos
Bolha (bubble)O que o bot mostraTexto, imagem, vídeo, embed
Entrada (input)O que o bot coletaTexto, e-mail, número, telefone, escolha, arquivo
LógicaControla o fluxoVariáveis, condições, redirecionamento
IntegraçãoConecta a outros sistemasWebhook, Google Sheets, e-mail, OpenAI

Onde o bot aparece: embutir no site ou usar em página própria

Depois de montar o fluxo, você precisa colocá-lo na frente das pessoas. O Typebot oferece algumas formas de publicação:

  • Bolha (bubble): um balão de chat no canto da página, que o visitante abre quando quiser.
  • Popup: o bot aparece sobre o conteúdo depois de um tempo ou de uma ação.
  • Inline (incorporado): o fluxo é embutido dentro de um container, como parte do conteúdo da página.
  • Página própria (standalone): o Typebot hospeda uma página inteira só com o bot, útil para links diretos, campanhas e QR codes.

A incorporação no site é feita com um trecho de código (ou por bibliotecas para frameworks populares), então dá para colocar o mesmo bot num WordPress, numa landing page ou dentro de um aplicativo.

Formulário conversacional × formulário tradicional

O apelo central do Typebot é transformar formulários em conversa. Um formulário tradicional despeja todos os campos de uma vez — nome, e-mail, telefone, mensagem — e muita gente desiste diante do paredão. O formato conversacional pede uma coisa de cada vez, o que reduz a fricção e, em muitos casos, melhora a taxa de conclusão.

Formulário tradicionalFormulário conversacional (Typebot)
ApresentaçãoTodos os campos de uma vezUma pergunta por vez
SensaçãoPreencher um cadastroConversar
Lógica condicionalLimitadaNativa (ramifica pela resposta)
Fricção percebidaMaiorMenor

Não é bala de prata: formulários curtos e bem desenhados também convertem bem. Mas para fluxos mais longos, de qualificação ou triagem, o formato conversacional costuma render mais.

Typebot Cloud × self-hosted: o que muda

Há duas formas de usar o Typebot, e essa escolha define quase tudo no dia a dia.

O Typebot Cloud é a versão gerenciada: você cria uma conta, começa a montar bots na hora e não administra servidor nenhum. Tem um plano gratuito com limites e planos pagos por assinatura para quem precisa de mais volume, remoção de marca e recursos avançados (consulte o preço atual no site oficial, que muda com o tempo).

O self-hosted (auto-hospedado) é onde o Typebot brilha para o público técnico. Como o projeto é open-source, você sobe a stack na sua infraestrutura — normalmente via Docker — e fica sem custo de licença, pagando só o servidor. A arquitetura tem algumas peças: o builder (o editor onde você cria os bots), o viewer (o serviço que exibe o bot publicado ao visitante), um banco PostgreSQL e um storage compatível com S3 (como o MinIO) para guardar uploads e arquivos.

CritérioTypebot CloudSelf-hosted (Docker)
InstalaçãoNenhuma — só criar contaVocê sobe builder, viewer, Postgres e storage
CustoPlano gratuito limitado + assinaturaSem licença; paga só a infraestrutura
DadosNos servidores do TypebotNa sua própria infraestrutura
ManutençãoPor conta da plataformaPor sua conta (updates, backup, segurança)
Controle e customizaçãoLimitado ao planoTotal sobre a stack

Manter tudo em casa também simplifica a conformidade com a LGPD: se os dados dos leads nunca saem da sua infraestrutura, você tem controle direto sobre onde eles são processados e armazenados. Para quem já roda Docker e ferramentas como o n8n no próprio servidor, subir o Typebot ao lado é um passo natural.

Integrações: conectar o bot ao resto da operação

Um bot que só conversa e não faz nada com as respostas tem serventia limitada. As integrações resolvem isso. As principais:

  • Webhook / HTTP Request: o bloco mais poderoso — dispara uma requisição para qualquer API ou serviço com o que foi coletado. É a ponte para ferramentas de automação como o n8n, que pega o lead e distribui para CRM, e-mail e o que mais precisar.
  • Google Sheets: grava cada resposta numa planilha, ótimo para começar sem banco de dados.
  • Envio de e-mail: notifica a equipe ou responde o próprio visitante.
  • OpenAI: conecta o fluxo a modelos de linguagem para respostas geradas por IA dentro da conversa.
  • WhatsApp: o Typebot pode ser conectado ao WhatsApp via API, levando o mesmo fluxo para o canal onde o público brasileiro já está.

Quer ir além de bots de fluxo fixo e entrar em respostas por IA de verdade? Vale ler também Como criar chatbots com IA.

Casos de uso do Typebot

  • Geração e qualificação de leads: captura o contato conversando e já faz perguntas de triagem antes de mandar para o comercial — combina bem com estratégias de geração de leads.
  • Atendimento e suporte: responde dúvidas frequentes e encaminha para um humano o que foge do script.
  • Pesquisas e quizzes: questionários e quizzes interativos, com lógica que muda conforme as respostas.
  • Agendamento e onboarding: coleta dados para marcar horários ou guiar os primeiros passos de um novo cliente.

Como começar

Para experimentar sem compromisso, o caminho mais rápido é o Typebot Cloud: crie uma conta e monte um bot a partir de um modelo pronto. Se a ideia é manter tudo em casa, o repositório no GitHub traz as instruções de deploy self-hosted, em geral com Docker Compose.

Vale a leitura da documentação e do projeto oficial do Typebot para conhecer todos os blocos e integrações disponíveis — é a referência canônica e sempre atualizada.

Perguntas frequentes sobre Typebot

O Typebot é gratuito?

Sim. Ele é open-source e pode ser auto-hospedado sem custo de licença, normalmente via Docker — você paga apenas a infraestrutura. Também existe o Typebot Cloud, a versão gerenciada, com um plano gratuito limitado e planos pagos por assinatura (consulte o preço atual no site oficial, pois muda com o tempo).

Preciso saber programar para usar o Typebot?

Não. O editor é visual, de arrastar e soltar blocos, e qualquer pessoa consegue montar um fluxo de conversa. Recursos mais avançados, como o bloco de webhook/HTTP request e as condições, pedem alguma noção técnica, mas não exigem escrever código.

Qual a diferença entre o Typebot Cloud e o self-hosted?

O Typebot Cloud é gerenciado: você não administra servidor e usa um plano gratuito limitado ou pago por assinatura. No self-hosted, você roda a stack (builder, viewer, PostgreSQL e storage) na sua própria infraestrutura via Docker, sem custo de licença e com controle total sobre os dados.

O Typebot pode ser integrado ao WhatsApp?

Sim. Além de embutir o bot em sites, landing pages e páginas próprias, o Typebot pode ser conectado ao WhatsApp via API, levando o mesmo fluxo conversacional para esse canal.

Formulário conversacional converte mais que formulário tradicional?

Depende. O formato conversacional pede uma informação por vez, o que reduz a fricção e costuma melhorar a conclusão em fluxos longos ou de qualificação. Para cadastros curtos, um bom formulário tradicional pode ir igualmente bem — o certo é testar com o seu público.